Crescer

Posted in Diário on 2009/11/01 by Indefinição

Há quem diga que crescer passa por várias etapas.

Aprender a defender-se neste mundo.

Há dias bons, outros mais ou menos ou muito maus.

Cada dia que passa o meu ser tende a moldar-se. Aos poucos, aceito melhor as coisas e reajo de outras maneiras.

Há quem diga que é a idade a avançar rapidamente que dá-nos a sabedoria devidamente através do tempo.

Outros, pelas “bofetadas” levadas ao longo dos anos que nos fazem crescer. Amadurecer.

Por vezes, é um paradoxo. Sabermos que temos dentro de nós genes que nos fizeram ser o que somos, mas por outro lado, somos influenciados, arqueados pela nossa educação, sociedade, valores transmitidos.

No meu caso, eu sigo as pisadas dos valores transmitidos. Outras vezes, eu piso o risco levando com as consequências dos meus actos ou impulsividade no momento.

Crescer é isso mesmo – é intensificar os nossos sentidos e unificar o nosso coração/alma!

Penso…repenso e torno a pensar

Posted in Diário on 2009/10/26 by Indefinição

 

Minha mente para. Penso e repenso e torno a pensar o que seria se … eu descomplicasse.

Vagueio sem fim por caminhos longíquos.

Meu pensamento saltita.

Vejo-me estagnada a observar.

Reparo pormenorizadamente gestos, expressões, comportamentos.

Às vezes, eu gostava de ser livre. Não aprisionando o meu ser.

Definir prioridades

Posted in Diário on 2009/10/24 by Indefinição

 

Definir algo por si só nem sempre é simples. Às vezes, é necessário dar prioridade ao que importa na nossa vida.

Aprendi, ultimamente, a ponderar o que é importante reter. Nem sempre considerar o que nos dizem é pura verdade.

Ouvir sim, reflectir e gerir, mas não perdendo muito tempo com “crises” existenciais.

Existe sempre o bom e o mau.

É respirar fundo ou contar um, dois, três…ou simplesmente, perdendo o olhar no vazio.

Trabalhar como estagiária tem os seus prós e contras. Ser “escrava” ou “moura” no trabalho nem sempre é digerido da melhor forma. Há quem se aproveite e nos massacra ou quem nitidamente não ajuda. O mais certo e real é o “desenrasque” – “faça”. De que jeito, de que forma não importa desde que se apresente feito. Se bem ou mal não interessa.

Procurar soluções é o mais sensato. Entrar dentro de si e pensar se tudo valerá a pena ficar, continuar ou desistir. Passa por uma introspecção. Por um caminho seguido por nós directamente ou indirectamente pelas circunstâncias apresentadas na hora.

Tem o seus sabores e dissabores. Chora-se, ria-se, revolta-se ou engole-se em seco. Pensar: “amanhã é um novo dia, qui çá será melhor”.

Procura-se oportunidade, aguenta-se e quem sabe surja algo com o nosso empenho.

Ser e não ser!

                                      Prioridades…

Trabalho temporário

Posted in Diário on 2009/10/19 by Indefinição

 

Ao pensarmos no trabalho temporário surge a ideia: “algo incerto, insegurança, muitas horas de trabalho com um salário baixo, poucas regalias ou perda de tempo”.

Há uma certa verdade nisto.

Por exemplo, quando proponho este tipo de trabalho às pessoas que se dirigem à empresa que estou estagiando as suas caras esmorecem. Ficam desconfiadas, desiludidas com as condições oferecidas.

Até eu fico apreensiva.

Por outro lado, estes trabalhos surgem como uma oportunidade para ingressar no mundo laboral e mesmo que não seja, as pessoas adquirem (alguma) experiência por um tempo indeterminado.

Observo que, muitas são as empresas que preferem apostar nestes trabalhos. Para além de reduzirem aos custos e às responsabilidades não correm o risco de serem obsoletos.

Posso dizer que, hoje, é uma grande oportunidade o trabalho temporário!

Carta

Posted in Diário on 2009/10/11 by Indefinição

 

Escrevo como nunca escrevi.

Diria que nada sei ou que sei não entendo.

Procuro palavras, acções e não encontro, apenas, um vazio longíquo.

Entendo e não entendo como mudam, como personificam, como agem …

Diria que há uma indefinição em cada um de nós e que nem sempre o sabem.

Que vivem em ilusões, aparências só para os outros e não para si.

Há a constante necessidade de se mostrarem, de se tornarem visíveis perante os outros.

De mostrarem o que são o que não são, muitas vezes, na realidade.

Porquê? Para quê? E para quem?

Necessidade

Posted in Diário on 2009/10/03 by Indefinição

 

Do nada senti necessidade de dançar. Fechar os olhos e fluir. Não preocupando com os passos, com o ritmo, com nada… Limitando-me, apenas, em movimentar-me. Foi uma sensação libertadora. Por momentos, esqueci tudo!

Incompreensão

Posted in Diário on 2009/09/27 by Indefinição

 

Nestes dias sem escrever a vontade falhou.

O tempo parou.

O sol regressou.

Meu coração destroçou. Partindo-se aos bocados.

Perguntei porquê?

Hoje, revejo-me em alguém que perdeu o brilho…, que não acredita em contos de fadas e que vê e revê relacionamentos confusos, sem razão e sem definição…

Borracha

Posted in Diário on 2009/09/08 by Indefinição

 

É bom, por vezes, passarmos uma borracha por cima de alguns acontecimentos menos bons.

Esquecer que alguma vez existiram ou simplesmente reter a lição para aprendermos e não cometermos os mesmos erros.

É isso que farei.

Não adianta derramar algo que sucedeu ou matutar no assunto. É pensar: aconteceu e pronto.

Daqui a adiante viverei para mim e para quem merece!

Tic Tac

Posted in Diário on 2009/08/31 by Indefinição

 

O meu coração sobressalta a pensar que tu ligas,

mas é em vão que olho para o telemóvel e nada vejo.

Passam os segundos, minutos e horas sem ti,

Sem nada a dizer,

Sem nada dito.

Justifico que será em vão, que nada voltará a ser o mesmo

Que a correria do tempo seja singela e rápida.

Que as lembranças evaporessam.

Tento, esforço-me para seguir em frente,

Mas o tic tac bate velozmente …

Gostar

Posted in Diário on 2009/08/30 by Indefinição

 

Pensei que gostar de alguém fosse:

- estar ali com a pessoa amada,

- ouvir,

- dar o nosso apoio,

- ajudar,

- estar presente,

- importar-se com o seu bem estar,

- ter uma relação,

 

Dar o nosso melhor. Cultivando diariamente a relação com gestos, carinho e atitudes a nossa admiração, o nosso respeito e viver algo a dois.

Olhando para trás vejo os erros que cometi…deixando-me levar por um sentimento genuíno da minha parte esquecendo ou não vendo o que era visível. Pensar ter alguém, dar a esse alguém tudo de mim, mas no fundo não passou de uma ilusão irrealista.

Dando a conhecer-me,

Apresentando amigos/as,

Familiares

 

Como fui burra, como deixei que aproveitasse de mim, que duvidasse de mim, das minhas capacidades e do ser que sou. Como deixei-me acreditar pelo que me dizia, pelas suas palavras…deixando manipular, rebaixar …

Como permiti que não apresentasse aos seus familiares, amigos excluindo-me de participar na sua vida social, familiar… como permiti?

Hoje sinto-me a mais tonta das raparigas!